quinta-feira, 14 de julho de 2016

Jovem gay relata agressão após Parada LGBT em Búzios: 'Pensei que fosse morrer' (Noticia) - Gay Youth reports aggression after LGBT parade in Buzios: 'I thought I would die' (News)

Um dia que era para ser de orgulho se transformou em pesadelo na vida do atendente Lucas Sobral, agredido a pedradas, socos e chutes após a realização da 3ª Parada LGBT de Búzios, na Região dos Lagos, na madrugada da última segunda-feira.

O jovem de 20 anos conta que estava acompanhado do namorado, que prefere não ser identificado, voltando para casa em uma van, quando começou a ser provocado por um grupo de sete passageiros.

— Eu estava apenas deitado no colo do meu namorado, conversando tranquilamente, quando eles iniciaram os insultos: 'Viadinhos! Merecem morrer!' — conta Lucas, que afirma ter descido da van com o namorado, com medo, um ponto antes do que pretendiam.

No entanto, ao chegarem a uma padaria perto da casa de Lucas, os dois foram surpreendidos pelo mesmo grupo de rapazes que estava na van. Um deles, segundo Lucas, estava armado.

— Tentamos correr, mas meu namorado já estava com muitas dores no pé. Por isso, inclusive, voltamos de van. Fugimos o máximo que pudemos, mas quando olhei para trás, tinham alcançado ele. Daí começaram as agressões cometidas por três ou quatro dos sete que estavam na van. Estas marcas no meu rosto não são só de socos, mas de pedradas também — revela Lucas.

Durante a sessão de golpes, os agressores foram interceptados por um casal que chegou a parar o carro em que estavam para tentar interromper o ato de covardia. Segundo Lucas, foram amedrontados pelo rapaz que estava armado.

— Não sei dizer por qual motivo eles pararam de nos bater. De repente acharam que tínhamos morrido...não sei — cogita o atendente, que, ao lado do namorado, voltou para sua casa, ambos muito machucados, registrando o caso apenas no dia seguinte.

Feito o registro de ocorrência na 127ª DP (Armação de Búzios), a polícia agora trabalha com imagens de câmeras de segurança da região onde as agressões ocorreram e já identificou dois dos suspeitos.

— Não tenho receio de expor, mas confesso, estou com medo de sair de casa e ser agredido novamente, sair de casa e não saber se vou voltar — desabafa Lucas.

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One day it was to be pride turned into nightmare in life attendant Lucas Sobral, attacked with stones, punches and kicks after the completion of the 3rd LGBT Parade of Buzios, in the Lakes Region in the early hours of Monday.

The 20 year old says he was accompanied by her boyfriend, who prefers not to be identified, returning home in a van when it started to be caused by a group of seven passengers.

- I was just lying in the lap of my boyfriend, talking quietly, when they started the insults: 'Viadinhos! They deserve to die! ' - Account Lucas, who claims to have descended from the van with her boyfriend, afraid, a point earlier than intended.

However, to reach a bakery near the Lucas house, the two were surprised by the same group of guys who were in the van. One of them, according to Luke, was armed.

- I try to run, but my boyfriend was already a lot of pain in the foot. So even we returned van. We ran as much as we could, but when I looked back, had reached him. Then began the assaults committed by three or four of the seven who were in the van. These marks on my face are not only punches, but also brickbats - reveals Lucas.

During the session of blows, the attackers were intercepted by a couple who came to stop the car they were trying to stop the act of cowardice. According to Luke, they were afraid of the guy who was armed.

- I do not know for what reason they stopped the beating. Suddenly found that we had died ... I do not know - considering the attendant, who, with her boyfriend, went to his house, both very hurt, registering only the case the next day.

Made the case record in the 127th Precinct (Buzios), the police now works with images of security cameras in the area where the attacks occurred and has already identified two of the suspects.

- I am not afraid to expose, but I confess, I'm afraid to leave the house and be beaten again, leaving home and not know if I will return - vents Lucas.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Homofobia cresce no México após proposta sobre casamento gay (Noticia) - Homophobia grows in Mexico after proposal on gay marriage (News)

A homofobia aumentou no México desde que o presidente Enrique Peña Nieto propôs, em maio passado, legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo - denunciou nesta terça (12) uma organização de defesa dos direitos dos gays, citando 26 homicídios homófobos desde o início do ano.

"Isso pode provocar uma onda de violência. Pode provocar um aumento das agressões contra os homossexuais. Achamos que é importante que as autoridades tomem medidas sobre o assunto antes que aconteça uma tragédia", advertiu Alejandro Brito, da Comissão Cidadã contra os Crimes de Ódio por Homofobia, integrada por intelectuais, advogados e ativistas.
"Não queremos uma Orlando no México", acrescentou Brito, referindo-se ao brutal ataque contra uma boate gay na Flórida, nos EUA, em junho passado, no qual 49 pessoas morreram, e outras 53 ficaram feridas.
Desde o início do ano, pelo menos 26 homossexuais foram assassinados no México por sua orientação sexual. Alguns dos casos mais cruéis foram cometidos depois da iniciativa legislativa de Peña Nieto, garantiu o ativista.
Um desses episódios foi em 25 de junho passado. Jessica Patricia González Tovar estava com a namorada em uma loja de Monclova, em Coahuila (norte do país), quando um homem as agrediu verbalmente por sua orientação sexual.
O casal se afastou do local, mas foi alcançado pelo mesmo homem, que investiu o carro nelas e atirou no pescoço de Jessica, que faleceu, contou Brito.
O Movimento pela Igualdade no México cita os casos de outros dois gays mortos após a iniciativa presidencial de 17 de maio passado. Um foi atropelado, e o outro, torturado.
Em 2015, a Comissão Cidadã contra os Crimes de Ódio contabilizou 44 assassinatos homofóbicos, e 72 em 2014.
Brito explicou que esses números se baseiam em notícias divulgadas pela imprensa, o que significa que pode haver no mínimo o triplo de vítimas.
"Para cada caso que aparece na imprensa, há pelo menos dois que não aparecem. Então, os números devem ser maiores", aponta.
A iniciativa de Peña Nieto gerou forte rejeição da Igreja Católica e de alguns membros de partidos conservadores. O texto começará a ser discutido no Congresso a partir de setembro, quando tem início o próximo período de sessões.

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Homophobia has increased in Mexico since President Enrique Peña Nieto proposed last May to legalize same-sex marriage - denounced on Tuesday (12) an organization defending the rights of gays, citing 26 homophobic murders since the beginning of year.

"This may cause a wave of violence. It may cause an increase in attacks against homosexuals. We think it is important that the authorities take action on the matter before it happens a tragedy," warned Alejandro Brito, of the Citizens' Commission against Hate Crimes by Homophobia, composed of intellectuals, lawyers and activists.
"We do not want an Orlando in Mexico," said Brito, referring to the brutal attack on a gay nightclub in Florida, USA, last June, in which 49 people died and another 53 were injured.
Since the beginning of the year, at least 26 homosexuals were murdered in Mexico for their sexual orientation. Some of the cruelest cases were committed after the legislative initiative of Peña Nieto, assured the activist.
One of these episodes was 25 last June. Jessica Patricia González Tovar was with his girlfriend in a store Monclova, Coahuila (north) when a man verbally assaulted by their sexual orientation.
The couple drove off, but was overtaken by the same man who invested his car and shot them in Jessica's neck, who died, said Brito.
The Movement for Equality in Mexico cites the cases of two other gay dead after the presidential initiative on 17 May. One was hit, and the other tortured.
In 2015, the Citizens Commission against Hate Crimes recorded 44 homophobic murders, and 72 in 2014.
Brito explained that these figures are based on press reports, which means that there may be at least three times victims.
"For every case that appears in the press, there are at least two that do not appear. So the numbers should be higher," he points out.
The Peña Nieto initiative generated strong rejection of the Catholic Church and some members of conservative parties. The text will begin to be discussed in Congress from September, when you start the next session.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Morre estudante gay espancado após sair de boate em Salvador (Noticia) - Die beaten gay student club after leaving in Salvador (News)

Morreu ontem (11) em Salvador um estudante de jornalismo de 30 anos que foi agredido ao sair de uma boate, no bairro do Rio Vermelho, no último sábado (9). Leonardo Moura estava internado no Hospital Geral do Estado (HGE), na capital baiana.

O primo dele, Gustavo Moura, disse que o rapaz foi “brutalmente espancado” após sair de uma festa em uma boate voltada para o público LGBT. Como Leonardo era homossexual e alguns pertences de valor não foram levados pelos agressores, a família atribui a violência a crime de ódio motivado por homofobia.

“Deixaram um relógio original, óculos de sol e identidade. Levaram o celular somente por levar, mas esse não foi o propósito de quem bateu nele. Foi intolerância, foi ódio porque ele era gay e estava saindo àquela hora de uma boate”, disse o primo da vítima.

“Ele estava muito machucado, cheio de marcas e inchaços, o que nos leva a deduzir que mais de uma pessoa o agrediu. Mas somente a polícia saberá dizer”, completou.

Segundo a Polícia Civil, Leonardo foi encontrado “muito machucado” por um pescador que acionou o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu). O estudante chegou a perder um dos rins por causa do espancamento e morreu no hospital após sofrer uma parada cardíaca.

O corpo de Leonardo será velado amanhã (12), no Cemitério Campo Santo, em Salvador. De acordo com a polícia, uma necrópsia foi feita para acrescentar informações à investigação. A delegada responsável pelo caso, Mariana Ouais, já ouviu integrantes da família do rapaz e ainda ouvirá um amigo dele, que ficou no ponto de ônibus após a saída da boate. Além disso, foram solicitadas imagens dos circuitos de segurança de todo o percurso feito por Leonardo após sair do local.

“Fica a indignação, porque ninguém pede pra sair de uma festa e ser espancado. A minha avó tem mais de 80 anos e está muito abalada com tudo isso. As pessoas têm o direto de viver as suas verdades e ser quem são. A gente fica apreensivo por outras pessoas com essa orientação sexual, que podem também ser violentadas, porque isso parece que não vai acabar”, disse Moura.

Protesto

Entidades LGBT da Bahia farão na próxima sexta-feira (15) um protesto em frente à boate em que Leonardo estava para denunciar a violência e o assassinato de pessoas LGBT. De acordo com o Grupo Gay da Bahia, que atua no combate à homofobia, entre janeiro e junho deste ano, 19 pessoas morreram em situações consideradas pela entidade como “de evidente conotação homofóbica”.

Casos de violência contra pessoas LGBT devem ser denunciados por telefone, no disque 100.

Um centro de referência LGBT foi aberto na capital baiana no primeiro semestre para atender a pessoas que precisam de orientação e assistência jurídica, psicológica ou judicial.

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Died yesterday (11) in Salvador a 30-year journalism student who was attacked when leaving a nightclub in the neighborhood of Rio Vermelho, last Saturday (9). Leonardo Moura was admitted to the General State Hospital (HGE), in Salvador.

His cousin, Gustavo Moura, said the boy was "brutally beaten" after leaving a party at a nightclub aimed at the LGBT public. As Leonardo was homosexual and some valuables were not taken by the attackers, the family attributed the violence to hate crime motivated by homophobia.

"They left an original watch, sunglasses and identity. They took the phone only to lead, but that was not the purpose of those who beat him. It was intolerance, hatred was because he was gay and was leaving at that time a club, "said the cousin of the victim.

"He was very hurt, full of marks and swellings, which leads us to conclude that more than one person assaulted him. But only the police know to say, "he added.

According to the Civil Police, Leonardo found "very hurt" by a fisherman who triggered the Emergency Medical Service (SAMU). The student lost one kidney because of the beating and died in hospital after suffering a cardiac arrest.

Leonardo's body will lie tomorrow (12), Campo Santo Cemetery in Salvador. According to police, autopsy was made to add information to the investigation. The delegate responsible for the case, Mariana Ouais, heard the boy's family members and still hear a friend of his, who was at the bus stop after the club exit. In addition, they requested images of the safety circuits of the entire route taken by Leonardo after leaving the site.

"It is anger, because no one asks to leave a party and being beaten. My grandmother has more than 80 years and is very upset by all this. People have the right to live their truths and be who they are. It is concerned that other people with this sexual orientation, which can also be raped, because it appears that will not end, "said Moura.

Protest

Bahia LGBT organizations will on Friday (15) a protest in front of the nightclub where Leonardo was to denounce violence and murder of LGBT people. According to the Gay Group of Bahia, which operates in combating homophobia, between January and June this year, 19 people died in situations considered by the entity as "obvious homophobic connotations."

Cases of violence against LGBT people should be reported by phone, the dial 100.

A reference LGBT center was opened in Salvador in the first half to meet the people who need guidance and legal, psychological and legal assistance.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Menino morre em sala de aula durante sessão de bullying homofóbico (Noticia) - Boy dies in the classroom during homophobic bullying session (News)

Sergei Casper, 17, poderia ser definido como um garoto sensível, vítima predileta do bullying homofóbico nas escolas. Estudante de uma escola politécnica de Moscou, ele era amante das artes, gostava de cantar e de ouvir música, e era tido com um rapaz pacífico pelos colegas de classe. Ao longo de meses ele foi vítima de bullying por parte dos outros garotos, supostamente por ser gay.
Estudantes o amarraram no banheiro e depois de tentar afogá-lo na privada e xingá-lo por ser afeminado, eles o levaram carregado até a sala, onde novamente foi vítima de risadas e piadas. A lição era fazer o rapaz virar homem, seria a lição da vida do rapaz, diziam os agressores.
Com um plástico filme amarrando suas pernas e braços, Serguei perdeu o equilíbrio e bateu com a garganta na quina da mesa da professora, que não fez nada para ajudar o aluno. Desacordado, ainda foi xingado pelos colegas e alvo de risadas. A graça se esvaiu depois que perceberam que o rapaz que antes se contorcia, não reagia mais. Quando a polícia chegou, era tarde. Sergei estava morto.
“Ele jamais fez mal a alguém. Eles decidiram persegui-lo desde o início porque ele amava cantar. Eles o agrediam o tempo todo. Da última vez, eles o esperaram no corredor para pegá-lo de surpresa. Eles achavam isso engraçado. A professora não fazia nada”, relatou um de seus colegas de classe.
Toda a cena foi flagrada pela câmera de segurança da sala de aula. Os pais de Sergei, indignados, esperam Justiça. Os agressores foram expulsos da escola mas o caso não recebeu repercussão no país em que maltratar homossexuais não é discutido, pois não se pode falar sobre o tema, sendo crime fazer qualquer tipo de “propaganda” gay.
A escola nega qualquer problema de bullying e assim como os culpados pela morte do estudante acreditam que se trata de uma brincadeira que acabou mal por uma fatalidade. As imagens correm o mundo e mostram a bestialidade humana, exemplificada no bullying de crianças russas que aprendem com o aval do Estado que homossexuais não tem direitos por lá.

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Sergei Casper, 17, could be defined as a sensitive boy, the favorite victim of homophobic bullying in schools. Student of a polytechnic school in Moscow, he was the lover of the arts, like singing and listening to music, and was taken to a peaceful boy by classmates. Over months he was bullied by the other boys, allegedly for being gay.
Students bound him in the bathroom and after trying to drown him in private and scold him for being effeminate, they took him carried to the room where again the victim of laughter and jokes. The lesson was to the boy become a man, would be the lesson of life of the boy, said the attackers.
With a plastic film tying his legs and arms, Sergei lost his balance and hit his neck in teacher desk corner, which did nothing to help the student. Unconscious, was still cursed by colleagues and laughter target. Grace faded after they realized that the boy writhed before, did not react more. When police arrived, it was late. Sergei was dead.
"He never did anyone wrong. They decided to chase him from the start because he loved singing. They were attacking all the time. Last time, they waited in the hall to catch him by surprise. They thought it funny. The teacher did nothing, "he reported one of his classmates.
The whole scene was caught by security camera in the classroom. Parents Sergei indignantly expect justice. The assailants were expelled from the school but the case received no repercussion in the country where mistreat gay is not discussed, because you can not talk about the topic, crime and make any kind of "propaganda" gay.
The school denies any bullying problem and so as to blame for student's death believe that it is a joke gone bad for a fatality. The images run the world and show the human bestiality, exemplified in the bullying of Russian children who learn from the State guarantee that homosexuals have no rights there.

domingo, 10 de julho de 2016

Perseguido em país muçulmano, engenheiro gay se refugia no Brasil (Noticia) - Persecuted in Muslim country, gay engineer takes refuge in Brazil (News)

O engenheiro S. J. passou boa parte dos seus 38 anos lutando contra o mundo e contra si mesmo por ter atração por homens. Natural de um país muçulmano no qual a homossexualidade é considerada crime, ele teve que deixar tudo para trás após ser agredido, chantageado, sequestrado e torturado quando seu segredo veio à tona.
Agora, tenta se recuperar emocionalmente e reconstruir sua vida no Brasil, onde conseguiu refúgio em 2014 e residência permanente meses depois.

S. aceitou falar na condição de que seu nome e seu país de origem não fossem revelados. Ele diz ter percebido muita homofobia entre os brasileiros e tem medo de perder clientes no negócio que criou para pagar as contas por aqui.
Ele conta que percebeu que era “diferente” no início da adolescência. “Eu me odiava. Vivia em autonegação. No meu país não somos livres para ser o que somos. Eu sentia uma dor no coração. Pensava: o que há de errado comigo?”, conta.
S. teve o primeiro namorado na época da faculdade, quando ganhou uma bolsa para estudar em outro país. Mas lá também é crime ser homossexual. “Foi extremamente difícil. Eu não tinha com quem falar sobre isso. E a autonegação continuava”, lembra.
Ele decidiu, então, “tentar virar hétero”. Relacionou-se com mulheres e descobriu que, na verdade, também sente atração por elas. A bissexualidade o deixou ainda mais confuso, e ele tentou ao máximo esconder suas relações com homens.
Mas não conseguiu. “Fui pego. As pessoas me viram, eu não tinha mais como esconder. E quando é assim, a vida da pessoa está condenada”, explica.
Ele foi então obrigado a conversar com a família. "Toda a conversa foi na direção de me culpar e também de pensar como iríamos nos proteger, porque era muito perigoso", diz.
S. afirma que eles foram chantageados e que ele e a irmã foram agredidos em casa e na rua. Também diz ter sido torturado e sequestrado. “Me levaram para dentro de uma mesquita e lá tentaram me fazer virar hétero”, começa. Mas não dá mais detalhes. Diz que a lembrança é dolorosa demais. “Não quero mais falar sobre isso”, interrompe. Também prefere não falar mais da família, com quem cortou relações.
Chegada ao Brasil
Depois que saiu de sua terra, S. morou em um país desenvolvido por oito anos. No fim desse período, ao ter seu pedido de residência permanente negado e sem poder voltar para casa, decidiu tentar a sorte na América Latina.

Começou em um país caribenho que não exigia visto de turismo para pessoas de sua nacionalidade. Mas foi detido por risco de imigração ilegal e, a partir daí, foi sendo jogado de um país a outro, vivendo em centros de detenção, até chegar ao Brasil, onde conseguiu apoio da organização Caritas.
Hoje, mora na periferia de São Paulo e dá aulas de idiomas para se sustentar. Não está namorando. O foco total, diz, está no trabalho – ao falar sobre seus projetos profissionais e sociais, seu rosto se ilumina pela primeira vez na entrevista.
Com dificuldade para dormir por causa das agressões físicas e psicológicas que viveu, ele foi diagnosticado com transtorno de estresse pós-traumático e toma remédios psiquiátricos.
Ainda está se recuperando de uma depressão. “Chegou a um ponto em que não queria mais viver", diz, acrescentando que resolveu "dar uma chance" a si mesmo. "Meu psiquiatra e as assistentes sociais me ajudaram a voltar à vida. Mas vai ser um longo processo que eu tenho que enfrentar.”

O ponto de virada aconteceu há cerca de cinco anos, quando ele resolveu falar abertamente sobre sua atração por pessoas do mesmo sexo em um grupo de discussão sobre traumas. “Quando comecei a verbalizar o que acontecia comigo, me deu um alívio. Eu me senti livre pela primeira vez. Foi aí que começou minha liberdade verdadeira”, afirma.
S. já fez amigos no Brasil e consegue dizer a verdade para a maioria deles. Mas se surpreendeu com o preconceito da sociedade brasileira em relação aos gays. “Eu via o Carnaval, pensava que seria ótimo. Mas no dia a dia é diferente”, afirma.
Segundo estimativas, a cada 28 horas um homossexual morre de forma violenta no Brasil. Desde o início de 2016, 132 homossexuais foram mortos no país.
Mesmo sem saber até quando ficará por aqui, uma coisa ele já decidiu: não quer mais voltar para sua terra natal. “A mentalidade islâmica é o contrário do que eu penso, do que eu quero ser. Rejeitei os valores, a cultura... Não sobrou praticamente nada do meu país em mim", explica. "Venho me trabalhando sistematicamente para me tornar uma pessoa diferente. E agora quero um novo começo.”

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S. J. engineer spent much of his 38 years fighting against the world and against himself for attraction to men. Born in a Muslim country where homosexuality is considered a crime, he had to leave everything behind after being beaten, blackmailed, kidnapped and tortured when his secret came to light.
Now try to recover emotionally and rebuild their lives in Brazil, where he managed to escape in 2014 and permanent residence months later.

S. agreed to speak on condition that his name and home country were not disclosed. He says he noticed a lot of homophobia among Brazilians and are afraid of losing customers in the business created to pay the bills around here.
He says he realized it was "different" in early adolescence. "I hated myself. I lived in self-denial. In my country we are not free to be who we are. I felt a pain in the heart. I thought: what is wrong with me, "he says.
S. had her first boyfriend in college, when he won a scholarship to study in another country. But there is also a crime to be homosexual. "It was extremely difficult. I did not have to talk about it. And the continued denial, "he recalls.
He then decided to "try to turn straight." He related with women and found that, in fact, also feels threatened by them. Bisexuality left even more confused, and he tried his best to hide their relationships with men.
But did not make it. "I was caught. People saw me, I could no longer hide. And when this is so, the person's life is doomed, "he explains.
He was then forced to talk to the family. "All the talk was toward blame and I also think how we would protect ourselves because it was too dangerous," he says.
S. said they were blackmailed and that he and his sister were beaten at home and on the street. Also said to have been tortured and kidnapped. "They took me into a mosque and there tried to turn me straight," he begins. But does not give more details. He says the memory is too painful. "I do not want to talk about it," interrupts. Also prefer not to talk more of the family, who cut ties.
Arrival in Brazil
After he left his land, S. lived in a developed country for eight years. At the end of that period to have their request denied permanent residence and unable to return home, he decided to try his luck in Latin America.

It started in a Caribbean country that did not require a tourist visa for people of their nationality. But it was detained for risk of illegal immigration and, from there, was being played from one country to another, living in detention centers, to get to Brazil, where he managed to support the Caritas organization.
Today, she lives on the outskirts of São Paulo and gives language lessons to support himself. Not dating. The total focus, he says, is at work - to talk about their professional and social projects, his face lights up for the first time in the interview.
With difficulty sleeping because of physical and psychological abuse he lived, he was diagnosed with post-traumatic stress disorder and taking psychiatric drugs.
Still recovering from depression. "It got to a point where no longer wanted to live," he says, adding that he decided to "give a chance" to himself. "My psychiatrist and social workers helped me back to life. But it will be a long process that I have to face. "

The turning point happened about five years ago when he decided to speak openly about his attraction to the same sex in a discussion group on trauma. "When I began to verbalize what happened to me, he gave me a relief. I felt free for the first time. Was the beginning of my true freedom, "he says.
S. already made friends in Brazil and can tell the truth for most of them. But he was surprised by the bias of Brazilian society toward gays. "I saw the carnival, I thought it would be great. But the day to day is different, "he says.
According to estimates, every 28 hours a homosexual dies violently in Brazil. Since the beginning of 2016, 132 homosexuals were killed in the country.
Even without knowing how long will be here, one thing he has decided: do not want to return to their homeland. "The Islamic mentality is the opposite of what I think, what I want to be. Rejected the values, culture ... not left practically nothing of my country in me, "he explains." I've been working systematically me to become a different person. And now I want a new beginning. "

sábado, 9 de julho de 2016

Cientista americano quebra o silêncio e diz: ''Eu criei o vírus da AIDS para despovoar deliberadamente a humanidade'' (Noticia) - American scientist breaks the silence and says, 'I created the AIDS virus to deliberately depopulating humanity' '(News)

Em abril de 1984, o Dr. Robert Gallo entrou com um pedido no Estados Unidos referente a sua invenção, o vírus HIV / AIDS. Normalmente, quando uma patente é apresentada e aprovado, como a Dr. Gallo foi, quem usa o produto ou invenção deve um pagamento de royalties para o artífice.

OS CIENTISTAS GARANTEM COM 100 POR CENTO DE CERTEZA QUE A AIDS FOI CRIADA EM LABORATÓRIO

Assim, mantendo as leis de propriedade intelectual para as suas interpretações mais completas, é preciso apenas se maravilhar por Dr. Gallo ainda tem que arquivar um processo que pretendem recuperar os danos do uso de sua invenção?

Por mais estranho que este estado de coisas poderia soar, não tem necessidade de um escrutínio extra. A evidência científica é completa e convincente, o vírus da Aids é um bi-produto criador do programa de vírus especial dos EUA. O programa Vírus especial foi um programa de desenvolvimento de vírus federal que persistiu Nos EUA, de 1962 até 1978. Os EUA Vírus Especial foi então adicionado como "complemento" para Vacinar inoculações na África e Manhattan.

Pouco tempo depois o mundo estava envolto com infecções em massa de vírus animal. Uma revisão especial do Fluxograma Vírus ( "lógica de investigação") revela que os Estados Unidos procuram uma "partícula de vírus" que poderia impactar negativamente os mecanismos de defesa do sistema.  De acordo com os Procedimento dos EUA, a SIDA é um processo biológico, o desenvolvimento laboratorial do vírus Visna peculiar, detectado pela primeira vez em ovinos islandês. Recentemente, cientistas norte-americanos e mundiais garantiram com 100 por cento de certeza que a gênese da AIDS foi num laboratório .

No início deste ano, o Dr. Gallo admitiu seu papel como um projeto para o programa de desenvolvimento de vírus federal, o vírus especial. O fluxograma do programa e os relatórios de progresso prova inegavelmente que os Estados Unidos estava num "jogo de abater populações do mundo através do desencadeamento de um organismo biológico''. À luz desta verdade é que  os EUA  deve pagamentos "reais" para as vítimas inocentes. Cada vítima da AIDS é digno de um pedido de desculpas adequada e uma forma de fechamento econômico para custear o tratamento. Os olhos do mundo estão sobre equipe de saúde do Escritório geral de contabilidade, sob a direção de William J. Scanlon. Entre 1964 e 1978, o programa de vírus Federal secreto gastou US $ 550 milhões de dólares de dinheiro dos contribuintes para criar a AIDS.

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In April 1984, Dr. Robert Gallo filed a petition in the United States related to his invention, the HIV / AIDS virus. Normally, when a patent is submitted and approved, as Dr. Gallo was, who uses the product or invention to a royalty payment to the author.

SCIENTISTS WARRANT WITH 100 PER CENT SURE THAT THE AIDS WAS CREATED IN LABORATORY

Thus, keeping the intellectual property laws to their more complete interpretations, it takes only marvel by Dr. Gallo has yet to file a lawsuit seeking to recover damages from the use of his invention?

Strange that this state of affairs might sound, no need for extra scrutiny. The scientific evidence is complete and convincing, the AIDS virus is a designer bi-product of the US Special Virus program. Special Virus program was a federal virus development program that persisted in the US from 1962 to 1978. The US Special Virus was then added as a "complement" to Vaccinate inoculations in Africa and Manhattan.

Shortly after the world was wrapped with mass infections of animal viruses. A special review of Flowchart Virus ( "research logic") reveals that the United States seeks "a virus particle" that would negatively impact the system's defense mechanisms. According to US Procedure, AIDS is a biological process, the laboratory development of the peculiar Visna virus, first detected in Icelandic sheep. Recently, American scientists and world guaranteed 100 percent sure that the genesis of AIDS was a laboratory.

Earlier this year, Dr. Gallo conceded his role as a project for the federal virus development program, the particular virus. The program flowchart and progress reports proves undeniably that the United States was a "game of shooting down people in the world by triggering a biological organism. '' In the light of this truth is that the US should payments" real "for victims innocent. Every AIDS victim is worthy of a request for proper apology and a form of economic closing to fund the treatment. the world's eyes are on health staff of the general accounting office, under the direction of William J. Scanlon. Among 1964 and 1978, the secret federal virus program spent $ 550 million dollars of taxpayers' money to create AIDS.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Papa aceita saída de arcebispo brasileiro acusado de ser gay (Noticia) - Pope accepts Brazilian archbishop output accused of being gay (News)

Cidade do Vaticano - Acusado de acobertar pedofilia, o arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, teve sua renúncia ao cargo aceita nesta quarta-feira pelo Papa Francisco. Segundo o jornal ‘Folha de S. Paulo’, o comunicado do Vaticano não dá detalhes sobre o motivo do afastamento. O mesmo religioso ítalo-brasileiro é suspeito de ter abrigado em sua diocese padres e seminaristas acusados de abusar sexualmente de menores e expulsos por outros bispos.

Em 2002, Dom Pagotto foi acusado pelo Ministério Público do Ceará de coagir adolescentes para que mudassem seus depoimentos a fim de proteger um frei acusado de estupro. Segundo a imprensa italiana, depois do início da investigação pelo Vaticano, em 2015, Pagotto recebeu a determinação de não ordenar padres ou receber novos seminaristas.

Em sua carta de renúncia, ele não fala diretamente sobre as acusações. Mas afirma que foi alvo de acusações “difamatórias” e foi “arbitrariamente exposto ao escárnio público”.Ainda diz que foi alvo de pressões e retaliações por sua postura no comando da Arquidiocese e que errou por “confiar demais” em padres e seminaristas que acolheu.

A Arquidiocese da Paraíba não comenta sobre as acusações de acobertamento de abusos sexuais e informa em nota que o afastamento aconteceu por motivo de saúde. A renúncia do arcebispo se tornou o caso de mais alta autoridade da Igreja Católica relacionada à pedofilia entre os de maior repercussão pública dos últimos anos no país. Com a renúncia, o posto de arcebispo fica vago até que um substituto seja nomeado.

O anúncio da saída do cargo ocorre seis meses após a estreia no Brasil de “Spotlight - Segredos Revelados”, vencedor do Oscar de melhor filme e que relatou em uma extensa lista escândalos de abuso sexual envolvendo um monsenhor e seis padres brasileiros de quatro cidades. Os casos em “Spotlight” citam religiosos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Alagoas e resultaram em pedidos de perdão, prisões e condenações na Justiça.

Um deles é o do padre José Afonso Dé, 83, de Franca, que recebeu a maior pena, embora nunca tenha sido preso. Condenado a mais de 60 anos de prisão por abuso sexual a oito coroinhas, ele afirmou no mês seguinte ao lançamento do filme no país que estudava processar os seus produtores, pois tinha sido absolvido em sete das nove condenações de abuso.

Internado há pelo menos 15 dias em coma na Santa Casa de Franca devido a pneumonia e câncer de próstata, o religioso deve ter o desejo mantido por seus familiares, segundo afirmou seu advogado, José Chiachiri Neto. Os outros dois casos ainda não foram julgados. A repercussão do caso fez o então bispo de Franca, dom Pedro Luiz Stringhini, pedir perdão em nome da diocese.

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Vatican City - Accused of covering up pedophilia, the archbishop of Paraiba, Archbishop Aldo Pagotto, had his resignation accepted Wednesday by Pope Francis. According to the newspaper "Folha de S. Paulo," the Vatican statement does not give details about the reason for the withdrawal. The same Italian-Brazilian religious is suspected of having sheltered in his diocese priests and seminarians accused of sexually abusing minors and driven by other bishops.

In 2002, Archbishop Pagotto was accused by prosecutors of Ceará of coercing teenagers to change their testimony in order to protect a monk accused of rape. According to Italian press, after the initiation of the investigation by the Vatican in 2015, Pagotto received the determination not to ordain priests or receive new seminarians.

In his resignation letter, he does not speak directly about the charges. But he said that was the target of accusations "slanderous" and was "arbitrarily exposed to public scorn" .Even says he was under pressure and retaliations for his stance in the Archdiocese command and erred by "trust too much" for priests and seminarians who welcomed .

The Archdiocese of Paraiba does not comment on the cover-up allegations of sexual abuse and informs in a statement that the withdrawal took place for reasons of health. The resignation of Archbishop became the event of the highest authority of the Catholic Church related to pedophilia among the most public attention in recent years in the country. With the resignation, the archbishop post remains vacant until a replacement is named.

The position of the exit announcement comes six months after the premiere in Brazil of "Spotlight - Secrets Revealed", Oscar winner for best film and reported in an extensive list sexual abuse scandal involving a monsignor and six Brazilian priests four cities. The cases in "Spotlight" cite religious São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais and Alagoas and resulted in requests for pardon, arrests and convictions in court.

One of them is the priest José Afonso Dé, 83, of France, who received the highest penalty, although never arrested. Sentenced to more than 60 years in prison for sexual abuse to eight acolytes, he said in the month following the release of the film in the country studying process their producers, because he had been acquitted in seven of the nine abuse convictions.

Hospitalized for at least 15 days in a coma in the Santa Casa de France due to pneumonia and prostate cancer, the religious must have the desire maintained by his family, he said his lawyer, Jose Neto Chiachiri. The other two cases have not been tried. The repercussions of the case made the then Bishop of Franca, Dom Pedro Luiz Stringhini, ask forgiveness on behalf of the diocese.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Brasil está enfrentando uma epidemia de violência Anti-Gay diz The New York Times (Noticia) - Brazil Is Confronting an Epidemic of Anti-Gay Violence speak The New York Times (News)

RIO DE JANEIRO - O assaltante surpreendeu como Gabriel Figueira Lima, 21, estava em uma rua há duas semanas em uma cidade na Amazônia, mergulhando uma faca em seu pescoço e acelerando off na parte de trás de uma motocicleta, deixando-o morrer.

Alguns dias antes, no estado litoral da Bahia, dois professores queridos, Edivaldo Silva de Oliveira e Jeovan Bandeira, foram mortos, bem como, os seus restos carbonizados encontrados no porta-malas de um carro em chamas.

No mês passado, foi Wellington Júlio de Castro Mendonça, um tímido, de 24 anos de idade, caixeiro de varejo, que foi espancado e apedrejado até a morte perto de uma estrada em uma cidade a noroeste de Rio.

Em uma nação aparentemente acostumado à criminalidade, as mortes brutais destacou-se: As vítimas não foram roubadas, a polícia ainda não identificar quaisquer suspeitos, e todos os mortos eram ou homossexual ou transgênero.

Enquanto os americanos têm ferozmente debatida como responder ao massacre no mês passado em uma boate gay em Orlando, Flórida, os brasileiros têm sido confrontar a sua própria epidemia de anti-gay violência - que, por algumas contagens, ganhou Brasil no ranking ignominiosa lugar mais mortal do mundo para lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans.

Cerca de 1.600 pessoas morreram em ataques motivados pelo ódio nos últimos quatro anos e meio, de acordo com o Grupo Gay da Bahia, que acompanha as mortes através de artigos de notícias. Por sua contagem, um gay ou transexual pessoa é morta quase todos os dias neste país de 200 milhões.

"E estes números representam apenas a ponta do iceberg da violência e derramamento de sangue", disse Eduardo Michels, gerente de dados do grupo, acrescentando que a polícia brasileira, muitas vezes omitem animus anti-gay ao compilar relatórios de homicídio.

Essas estatísticas podem ser difíceis de se encaixar com a imagem andares do Brasil como uma sociedade tolerante, aberta - uma nação que aparentemente alimenta expressões roda livre da sexualidade durante o Carnaval e detém a maior parada gay do mundo, na cidade de São Paulo.

Aqui no Rio de Janeiro, anfitriã dos Jogos Olímpicos de Verão chegando, o medo do crime violento está na mente de muitas pessoas. Em meio a uma recessão britagem e desemprego crescente, rua crime é de até 24 por cento este ano e homicídios aumentaram mais de 15 por cento.

Ao mesmo tempo, ativistas de direitos humanos dizem que membros da força policial Rio, ansioso para limpar a cidade antes da cerimônia de abertura 05 de agosto para os Jogos, ter morto a tiros mais de 100 pessoas este ano, a maioria deles jovens negros vivendo em bairros pobres.

Mas os defensores dizem que a violência homofóbica constante também ameaça derrubar um ethos nacional idealizada que promete igualdade e respeito para todos os brasileiros.

"Vivemos esta imagem como um lugar aberto e tolerante", disse Jandira Queiroz, o coordenador de mobilização da Anistia Internacional no Brasil. "A violência homofóbica atingiu níveis de crise, e está ficando pior."

reputação quase mítica do Brasil para a tolerância não é sem justificativa. Nos quase três décadas desde que a democracia substituiu ditadura militar, o governo brasileiro introduziu numerosas leis e políticas destinadas a melhorar a vida das minorias sexuais. Em 1996, foi um dos primeiros a oferecer drogas anti-retrovirais gratuitos a pessoas com H.I.V. Em 2003, o Brasil se tornou o primeiro país da América Latina a reconhecer uniões do mesmo sexo para fins de imigração, e foi entre os primeiros para permitir que casais homossexuais adotem crianças.

Em 2013, o Judiciário brasileiro efetivamente legalizou o casamento do mesmo sexo.

Alguns especialistas sugerem que as políticas do governo liberal pode ter começado muito à frente dos costumes sociais tradicionais. A violência anti-gay, eles afirmam, pode ser atribuída a cultura do machismo e uma marca do cristianismo evangélico, exportados dos Estados Unidos do Brasil, que é franco em sua oposição à homossexualidade.

Os evangélicos representam quase um quarto da população do Brasil, acima dos 5 por cento em 1970, e os líderes religiosos atingir milhões de pessoas através das centenas de estações de rádio e televisão que tenham adquirido nos últimos anos.

Em estilo americano congregações pentecostais também estão desempenhando um papel cada vez muscular na política brasileira. os eleitores evangélicos têm ajudado a enviar mais de 60 legisladores da casa 513 membros da baixa do Congresso, dobrando seus números desde 2010, tornando-os um dos blocos mais disciplinados em uma legislatura indisciplinado e dividido.

Jean Wyllys, único membro abertamente gay do Brasil do Congresso, disse que os legisladores evangélicos, o núcleo de uma coalizão conhecida como a "B.B.B. caucus "- abreviação de balas, Carne de Bíblia - têm impedido a legislação que pune a discriminação anti-gay e aumentar as penas para crimes de ódio.

"Os evangélicos estão ficando cada vez mais poderoso e assumiram o Congresso", disse Wyllys.

Eduardo Cunha, um comentarista de rádio cristã evangélica que serviu como presidente da câmara baixa, uma vez sugeriu que o Congresso estabelecer um Dia do Orgulho Heterossexual. Depois de uma novela brasileira contou com um beijo gay, ele transmitiu a sua repulsa no Twitter. (Sr. Cunha, que enfrenta acusações de que ele levou US $ 40 milhões em subornos, foi condenado a renunciar em maio.)

Durante um debate presidencial televisado em 2014, um dos candidatos, Levy Fidelix, disse que os homossexuais eram impróprios para ser pais e que "os sistemas de excreção não são para a reprodução." Jair Bolsonaro, um congressista conhecido por suas posições conservadoras, recomendou o castigo corporal como uma ferramenta para transformar gays em heterossexuais.

Javier Corrales, um cientista político da Amherst College que estuda os movimentos dos direitos dos homossexuais na América Latina, disse que grande parte da homofobia foi uma reação às realizações como o casamento do mesmo sexo.

"Os brasileiros estão se tornando mais tolerante", disse ele, "mas o contra-tendência é que aqueles que permanecem intolerante e oposição a L.G.B.T. direitos estão a desenvolver novas estratégias e um discurso mais virulento para bloquear progressos sobre estas questões ".

Marco Feliciano, um membro proeminente do bloco evangélica no Congresso, rejeita sugestões de que o sentimento anti-gay fomenta a violência. Em uma entrevista, ele expressou arrependimento por uma observação anterior descrevendo AIDS como "um câncer gay", mas defendeu os esforços para combater a legislação dos direitos dos homossexuais, insistindo, por exemplo, que os casais do mesmo sexo são impróprios para serem pais.

"Eles colocaram a civilização e famílias tradicionais em risco de destruição", disse ele.

Políticos conservadores têm resistido esforços para ensinar a tolerância nas escolas, e os policiais têm demonstrado pouco interesse em adotar programas de treinamento para ajudar os policiais rank-and-file combater crimes de ódio. Vítimas de anti-gay e violência transgender dizem que muitas vezes experimentam uma nova rodada de humilhação por parte das autoridades de aplicação da lei, alguns dos quais são abertamente hostis aos pedidos que gravar um crime como bias-motivado.

Dudu Quintanilha, 28, um artista e fotógrafo de São Paulo, disse que ele tinha sido espancado com um pau por quatro assaltantes durante o Carnaval deste ano. Os atacantes, que colocadas sobre ele no coração da cidade, gritaram epítetos anti-gay como eles sangrando seu rosto, ele disse, mas a polícia se recusou a considerar o ataque um ato de homofobia.

Ao longo de várias horas, disse ele, os oficiais em um posto de polícia insistiu que tinha sido vítima de um roubo simples, porque ele perdeu seu telefone celular e carteira durante o caos. "No final, eles me fizeram duvidar de que um ataque homofóbico realmente aconteceu", disse ele. "Eles me fez duvidar se eu estava em meu juízo perfeito."

Antonio Kvalo, 34, um web designer, criou temlocal.com.br, um local onde os brasileiros podem fazer logon casos de violência anti-gay. Ele disse que tinha sido motivado em parte pela sua própria experiência, em 2008, quando dois homens atacá-lo em uma rua no Rio e chutei dezenas de vezes.

Quando a polícia chegou, eles repetidamente questionaram a sua conta e, depois que ele insistiu que eles gravam o ataque como um crime de ódio, disse-lhe para armar-se sobre o tronco do seu veículo e assumir a pose de um suspeito. "Eles me fizeram sentir como se eu fosse um criminoso", disse ele.

Ativistas dizem que transexuais brasileiros enfrentam o maior brutalidade, com muitas vítimas de homicídio excessivamente mutiladas. No ano passado, um grupo de homens filmaram o ataque contra Piu da Silva, 25, um sambista efervescente no Rio, que foi torturado e forçado a implorar por sua vida antes de ser esfaqueado e baleado seis vezes. Os agressores, que publicou o ataque no Facebook, não foram encontrados.

"Os transexuais viver com medo constante", disse Kvalo.

Mesmo quando os suspeitos em violência homofóbica são presos, dizem os defensores, eles são muitas vezes tratada com indulgência. Os dois homens que também golpearam André Baliera, um estudante de direito de 28 anos de idade, em um bairro nobre de São Paulo foram originalmente acusados ​​de tentativa de homicídio. No ano passado, depois de cumprir uma sentença de dois meses, os homens foram condenados a pagar uma multa de US $ 6.300 e liberado.

O medo é palpável para Gilson Borges Reis, 18 anos, estudante em Lauro de Freitas, uma cidade industrial no nordeste do Brasil. No mês passado, um primo que havia muito tempo lhe provocou por ser gay perseguiu pela rua com uma faca de cozinha, esfaqueando-o no peito e braços, como parentes assistiram com horror.

Sr. Reis sobreviveu, e o primo, um cristão evangélico, foi preso. Ele foi acusado de tentativa de homicídio, mas foi prontamente libertado sob fiança.

Os dois primos vivem na mesma rua. "Ele passa minha casa e me pisca uma expressão terrível", disse Reis através de lágrimas. "Eu não tenho nenhuma proteção. Eu estou com medo."

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RIO DE JANEIRO — The assailant struck as Gabriel Figueira Lima, 21, stood on a street two weeks ago in a city in the Amazon, plunging a knife into his neck and speeding off on the back of a motorcycle, leaving him to die.

A few days earlier, in the coastal state of Bahia, two beloved teachers, Edivaldo Silva de Oliveira and Jeovan Bandeira, were killed as well, their charred remains found in the trunk of a burning car.

Late last month, it was Wellington Júlio de Castro Mendonça, a shy, 24-year-old retail clerk, who was bludgeoned and stoned to death near a highway in a city northwest of Rio.

In a nation seemingly inured to crime, the brutal killings stood out: The victims were not robbed, the police have yet to identify any suspects, and all of the dead were either gay or transgender.

While Americans have fiercely debated how to respond to the massacre last month at a gay nightclub in Orlando, Fla., Brazilians have been confronting their own epidemic of anti-gay violence — one that, by some counts, has earned Brazil the ignominious ranking of the world’s deadliest place for lesbians, gays, bisexuals and transgender people.

Nearly 1,600 people have died in hate-motivated attacks in the past four and half years, according to Grupo Gay da Bahia, which tracks the deaths through news articles. By its tally, a gay or transgender person is killed almost every day in this nation of 200 million.

“And these numbers represent only the tip of the iceberg of violence and bloodshed,” said Eduardo Michels, the group’s data manager, adding that the Brazilian police often omit anti-gay animus when compiling homicide reports.

Such statistics can be hard to square with Brazil’s storied image as a tolerant, open society — a nation that seemingly nurtures freewheeling expressions of sexuality during Carnival and holds the world’s biggest gay pride parade in the city of São Paulo.

Here in Rio de Janeiro, host to the coming Summer Olympics, fear of violent crime is on many people’s minds. Amid a crushing recession and soaring unemployment, street crime is up 24 percent this year and homicides have increased by more than 15 percent.

At the same time, human rights activists say members of the Rio police force, eager to clean up the city ahead of the Aug. 5 opening ceremony for the Games, have shot dead more than 100 people this year, most of them young black men living in poor neighborhoods.

But advocates say the constant homophobic violence also threatens to upend an idealized national ethos that promises equality and respect for all Brazilians.

“We live off this image as an open and tolerant place,” said Jandira Queiroz, the mobilization coordinator at Amnesty International Brazil. “Homophobic violence has hit crisis levels, and it’s getting worse.”

Brazil’s near-mythic reputation for tolerance is not without justification. In the nearly three decades since democracy replaced military dictatorship, the Brazilian government has introduced numerous laws and policies aimed at improving the lives of sexual minorities. In 1996, it was among the first to offer free antiretroviral drugs to people with H.I.V. In 2003, Brazil became the first country in Latin America to recognize same-sex unions for immigration purposes, and it was among the earliest to allow gay couples to adopt children.

In 2013, the Brazilian judiciary effectively legalized same-sex marriage.

Some experts suggest that liberal government policies may have gotten too far ahead of traditional social mores. The anti-gay violence, they contend, can be traced to Brazil’s culture of machismo and a brand of evangelical Christianity, exported from the United States, that is outspoken in its opposition to homosexuality.

Evangelicals make up nearly a quarter of Brazil’s population, up from 5 percent in 1970, and religious leaders reach millions of people through the hundreds of television and radio stations they have purchased in recent years.

American-style Pentecostal congregations are also playing an increasingly muscular role in Brazilian politics. Evangelical voters have helped send more than 60 lawmakers to the 513-member lower house of Congress, doubling their numbers since 2010 and making them one of the most disciplined blocs in an unruly and divided legislature.

Jean Wyllys, Brazil’s only openly gay member of Congress, said evangelical lawmakers, the core of a coalition known as the “B.B.B. caucus” — short for Bullets, Beef and Bible — have stymied legislation that would punish anti-gay discrimination and increase penalties for hate crimes.

“Evangelicals are getting increasingly powerful and have taken over Congress,” Mr. Wyllys said.

Eduardo Cunha, an evangelical Christian radio commentator who served as president of the lower house, once suggested that Congress establish a Heterosexual Pride Day. After a Brazilian soap opera featured a gay kiss, he broadcast his revulsion on Twitter. (Mr. Cunha, who faces allegations that he took $40 million in bribes, was ordered to step down in May.)

During a televised presidential debate in 2014, one of the candidates, Levy Fidelix, said that homosexuals were unfit to be parents and that “excretory systems aren’t for reproduction.” Jair Bolsonaro, a congressman well known for his conservative views, has recommended corporal punishment as a tool for turning gays into heterosexuals.

Javier Corrales, a political scientist at Amherst College who studies gay rights movements in Latin America, said much of the homophobia was a reaction to achievements like same-sex marriage.

“Brazilians are becoming more tolerant,” he said, “but the countertrend is that those who remain intolerant and opposed to L.G.B.T. rights are developing new strategies and a more virulent discourse to block progress on those issues.”

Marco Feliciano, a prominent member of the evangelical bloc in Congress, rejects suggestions that anti-gay sentiment fosters violence. In an interview, he expressed regret for an earlier remark describing AIDS as “a gay cancer,” but defended efforts to fight gay rights legislation, insisting, for example, that same-sex couples are unfit to be parents.

“They put civilization and traditional families at risk of destruction,” he said.

Conservative politicians have resisted efforts to teach tolerance in schools, and the police have shown little interest in adopting training programs to help rank-and-file officers tackle bias crimes. Victims of anti-gay and transgender violence say they often experience a fresh round of humiliation from the law enforcement authorities, some of whom are openly hostile to requests that they record a crime as bias-motivated.

Dudu Quintanilha, 28, an artist and photographer from São Paulo, said he had been beaten with a stick by four assailants during Carnival this year. The attackers, who set upon him in the heart of downtown, shouted anti-gay epithets as they bloodied his face, he said, but the police refused to consider the attack an act of homophobia.

Over several hours, he said, officers at a police station insisted that he had been the victim of a simple robbery because he lost his cellphone and wallet during the chaos. “In the end, they made me doubt whether a homophobic attack really happened,” he said. “They made me doubt if I was in my right mind.”

Antonio Kvalo, 34, a web designer, created temlocal.com.br, a site where Brazilians can log instances of anti-gay violence. He said he had been motivated in part by his own experience, in 2008, when two men tackled him on a street in Rio and kicked him dozens of times.

When the police arrived, they repeatedly questioned his account and, after he insisted that they record the attack as a hate crime, told him to drape himself over the trunk of their vehicle and assume the pose of a suspect. “They made me feel like I was a criminal,” he said.

Activists say transgender Brazilians face the greatest brutality, with many murder victims badly mutilated. Last year, a group of men videotaped their assault on Piu da Silva, 25, an ebullient samba dancer in Rio, who was tortured and forced to beg for her life before being stabbed and shot six times. The assailants, who posted the attack on Facebook, were not found.

“Transsexuals live with constant fear,” Mr. Kvalo said.

Even when suspects in homophobic violence are arrested, advocates say, they are often treated leniently. The two men who savagely beat André Baliera, a 28-year-old law student, in an upscale neighborhood of São Paulo were originally charged with attempted murder. Last year, after serving a two-month sentence, the men were ordered to pay a $6,300 fine and released.

The fear is palpable for Gilson Borges Reis, 18, a student in Lauro de Freitas, an industrial city in northeast Brazil. Last month, a cousin who had long taunted him for being gay chased him down the street with a kitchen knife, stabbing him in the chest and arms as relatives watched in horror.

Mr. Reis survived, and the cousin, an evangelical Christian, was arrested. He has been charged with attempted murder, but was promptly released on bail.

The two cousins live on the same street. “He passes my house and flashes me an awful expression,” Mr. Reis said through tears. “I have no protection. I am afraid.”

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Desafio Feliciano x Felipe Neto tem pedido de perdão e embate sobre beijo gay (Noticia) - Challenge Feliciano x Felipe Neto has asked for forgiveness and clash over gay kiss (News)

O youtuber Felipe Neto, que tem 5,7 milhões de seguidores em seu canal no Youtube, desafiou o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), e os dois tiveram um embate cara a cara sobre homossexualidade. O vídeo com o debate foi publicado hoje por Neto.
Antes de começar a fazer perguntas ao parlamentar, Neto pediu desculpas a Feliciano por causa da "explosão que eu dei no Twitter". "Foi algo que eu recrimino. Não teria por que, por discordar de você, te atacar pessoalmente ao invés de atacar suas ideias ou questionar suas ideias", falou. Em resposta ao pedido de perdão do youtuber, o deputado afirmou: "Eu, como pastor, já te perdoei lá atrás. Já orei por você".
No mês passado, Neto e Feliciano discutiram por meio do microblog sobre o atentado que matou 50 pessoas na boate gay Pulse, uma das principais de Orlando (EUA). A troca de farpas foi justamente por causa da relação afetiva e sexual entre pessoas do mesmo sexo. Feliciano chegou a dizer achar "triste a tentativa de grupos LGBT de usar a tragédia para se promover".
Em um determinado momento da discussão, Neto escreveu que não iria debater com Feliciano pelo Twitter. "Quer debater? Nomeie dia e hora e eu vou com minha equipe pra gravar", disse. O deputado, que é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, aceitou o desafio.

Debate

Questionado por Neto sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo, Feliciano citou o artigo 226 da Constituição Federal para justificar seu posicionamento contrário ao casamento gay.
"A Constituição Federal é clara. O constituinte de 1988 entendeu que família era homem e mulher. Os tempos mudaram? Mudaram; não tem nenhum medieval aqui. Mas não adianta os tempos mudarem, e a Constituição não mudar. A Constituição tem que ser refeita nesse quesito", declarou.
O youtuber perguntou se ele gostaria que "a Constituição permitisse que duas pessoas do mesmo sexo se casassem". Neto afirmou que é a favor.
"Se duas pessoas moram juntas, é de foro íntimo delas. Transformar isso em casamento é ter um problema jurídico muito grande. A Constituição, em seu artigo 226, diz 'para efeito da proteção do Estado'. Aqui está o problema: a Constituição não vem para proteger a família, mas para proteger a existência do Estado", respondeu.
Os dois debateram também sobre as raras citações que existem na Bíblia à homossexualidade, sobre pecado e beijo gay. Feliciano lembrou que promoveu boicote a um dos principais anunciantes da novela "Babilônia", exibida no ano passado pela TV Globo, que mostrou um beijo entre as personagens das atrizes Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg.
"Você se sente desrespeitado com beijo gay?", perguntou Neto. "Muito", disse Feliciano. "Não acha que deveria tratar isso no psicólogo?", provocou o youtuber.
"Beijo homoafetivo na TV brasileira em canal aberto, onde os meus impostos, que sou hétero, pago, é antinatural", classificou o deputado federal.

A partir dos 14 minutos, Felipe Neto cita as igrejas inclusivas e questiona Feliciano sobre as citações bíblicas à homossexualidade no Novo Testamento. Ele argumenta que Jesus Cristo não falou sobre o tema em suas pregações. Feliciano respondeu que Cristo não falou sobre isso porque nunca perguntaram.
— Felipe, Jesus respondia as perguntas que cruzavam o caminho dele. E outras coisas não precisa ele falar conosco, nós entendemos como é que funciona —, respondeu o deputado.
Em outro trecho, Felipe Neto pergunta se, na opinião de Marco Feliciano, alguém escolher ser gay.
— Depende, tem casos e casos. Daniela Mercury passou a vida inteira com homem, casou três vezes com homem, teve duzentos filhos com homem. Aí, de repente, falou "hoje eu quero ser gay" e virou gay. Pronto —, argumentou.
— Foi isso que ela fez? Ela acordou um dia e disse "quero ser gay"? — contra-argumentou o youtuber.
— E não foi?, rebateu o pastor.
Na sequência enorme de polêmicas, Feliciano afirmou que em toda a sua vida já conversou com cerca de 5 mil homossexuais e que a grande maioria foi vítima de abuso sexual na infância.
— Sem ser leviano, sem ser mentiroso. Deus é minha testemunha. Desses cinco mil, 90 por cento deles passaram por abuso sexual na sua infância. Foram abusados por algum adulto. Noventa por cento. Os outros dez por cento que sobraram tiveram transtorno com a figura do pai, transtorno com a figura da mãe. Foram violentados...
Em um momento da conversa, para exemplificar seu ponto de vista, Feliciano chega a fazer uma comparação inacreditável sobre sexualidade e tomada.
— A tomada funciona da seguinte forma. Tem um negocinho aqui que entra dentro dela: um é macho e outro é fêmea. Desde que o mundo é mundo, desde que o mundo foi criado, é macho e fêmea" —, afirma.

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The youtuber Felipe Neto, who has 5.7 million followers on his YouTube channel, challenged Congressman Marco Feliciano (PSC-SP), and the two had a face to face confrontation on homosexuality. The video with the debate was published today by Neto.

Before you begin to ask questions of the parliamentary Neto apologized to Feliciano because of the "explosion I gave on Twitter." "It was something I recrimino. It would not have that disagrees with you, attack you personally instead of attacking your ideas or question their ideas," he said. In response to the request for forgiveness youtuber, the deputy said: "I, as a pastor, have you forgiven him back there I have prayed for you.".

Last month, Neto and Feliciano discussed through the microblogging about the bombing that killed 50 people in the gay club Pulse, a leading Orlando (USA). The exchange of barbs was precisely because of the emotional and sexual relationship between persons of the same sex. Feliciano went on to say find "sad attempt to LGBT groups to use the tragedy to promote."

At one point in the discussion, Neto wrote that he would not discuss with Feliciano at Twitter. "Want to discuss? Name day and time and I'll go with my team to record," he said. The deputy, who is candidate for the City of São Paulo, accepted the challenge.

Debate
Asked by Neto on civil unions between same sex, Feliciano cited Article 226 of the Federal Constitution to justify its position opposed to gay marriage.

"The Constitution is clear Constituent 1988 understood that family was man and woman Times have changed They changed;..?.. Has no medieval here but no good times change, and the Constitution does not change the Constitution has to be redone in this regard, "he said.

The youtuber asked if he would like "the Constitution would allow two people of the same sex to marry." Neto said he is in favor.

.. "If two people live together, is the intimate nature of them transform it in marriage is to have a very big legal problem The Constitution, in Article 226, says 'for the purpose of state protection' Here's the problem:. The Constitution does not come to protect the family, but to protect the existence of the state, "he said.

The two also discussed on rare quotes that exist in the Bible homosexuality, about sin and gay kiss. Feliciano recalled that promoted boycott of one of the main advertisers of the novel "Babylon", shown last year by TV Globo, which showed a kiss between the characters of the actresses Fernanda Montenegro and Nathalia Timberg.

"You feel disrespected gay kiss?" Said Neto. "Very," said Feliciano. "Do not you think you should treat it the psychologist?", Caused the youtuber.

"Homoafetivo kiss on Brazilian TV in open channel, where my taxes, I'm straight, paid, is unnatural," ranked the congressman.

From the 14 minutes Felipe Neto cites inclusive churches and questions Feliciano on biblical quotations to homosexuality in the New Testament. He argues that Jesus Christ did not speak on the theme in his preaching. Feliciano said that Christ did not talk about it because they never asked.
- Felipe, Jesus answered the questions that crossed his path. And other things do not need him to talk to us, we understand how it works - said the deputy.
Elsewhere, Felipe Neto asks whether, in the opinion of Marco Feliciano, someone choose to be gay.
- It depends, have cases and cases. Daniela Mercury spent his entire life with man, married three times with man, had two hundred children with man. Then, suddenly, he said "now I want to be gay" and turned gay. Ready - he argued.
- That's what she did? She woke up one day and said "I want to be gay?" - Countered the youtuber.
- It was not rebutted ?, the minister.
In the huge following of controversy, Feliciano said that in all his life talked to about 5000 homosexuals and the vast majority were sexually abused in childhood.
- Without being flippant, without being a liar. God is my witness. These five thousand, 90 percent of them have gone through sexual abuse in their childhood. They were abused by an adult. Ninety percent. The other ten percent left over had trouble with the father figure, disorder with the mother figure. They were raped ...
At one point in the conversation, to illustrate his point of view, Feliciano arrives to make a comparison on unbelievable sexuality and decision.

- The socket works as follows. It has a thingie here that goes into it: one is male and one is female. Since the world is world, since the world was created, it is male and female "- he says.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Crime na UFRJ: "Tentam matar, mas a homossexualidade não morre", diz Wyllys (Noticia) - Crime at UFRJ: "They try to kill, but homosexuality does not die," says Wyllys (News)

Um estudante de letras foi assassinado dentro do campus da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), na Ilha do Fundão, na zona norte da capital fluminense. Diego Vieira Machado, 29, era gay, negro e morava no alojamento universitário.

O corpo do estudante foi encontrado na Baía de Guanabara e tinha sinais de espancamento e estava sem calça, indício de que o crime poderia ter sido motivado por homofobia. "Tentam matar algo que nunca morre: a homossexualidade", comenta o deputado federal pelo Rio Jean Wyllys (PSOL-RJ).

Para ele, o caso evidencia o crescimento de grupos de extrema-direita nas universidades brasileiras. "Não por acaso surgiram no Facebook páginas intituladas USP Livre e UFRJ Livre", diz.

Uma dessas páginas mencionadas por Wyllys divulgou uma nota de pesar sobre o caso de Diego. Nela, os administradores afirmam que movimentos políticos estão "capitalizando a morte do rapaz e utilizando-o para levantarem suas bandeiras políticas antes mesmo dos fatos serem investigados".

Segundo o irmão da vítima, Maycon Machcado, ele estaria com medo de continuar morando no alojamento universitário por ser gay. "Ele não tinha medo de dar as suas opiniões. Batia de frente, argumentava. Sofria bullying desde a infância por ser gay, por ter cabelo grande, por ter um estilo diferente", contou. "Mas agora a violência parecia real e ele ligou para minha tia para pedir dinheiro e poder sair do alojamento."

Alunos e professores da UFRJ relatam que episódios de homofobia são frequentes na universidade. No banheiro da Escola de Comunicação, no câmpus da Praia Vermelha, na zona sul, foi feita uma pichação com a inscrição "Morte aos gays da UFRJ". Em outro banheiro, no Centro Técnico da Engenharia, no Fundão, foi escrito "Só tem viado (sic) nessa p...".

Denúncia
"O Código Penal ainda não reconhece a motivação homofóbica de crimes como este como um agravante das penas. Mas esses crimes existem e as pessoas precisam procurar a polícia", recomenda Jean Wyllys.

O deputado acredita que a comunidade acadêmica precisa se unir para "manter acesa a chama da diversidade cultural nas universidades". "As universidades sempre foram espaço de expressão da diversidade, seja sexual, étnica, ainda mais depois das cotas. Precisamos preservar isso e manter essas políticas públicas de inclusão das minorias na universidade."

Em nota, a reitoria da Faculdade de Letras da UFRJ afirmou que os universitários têm convivido com o aumento acelerado de atos violentos, seja no campus ou nos transportes coletivos.

"Sabemos que a cidade convive com índices alarmantes de assaltos e homicídios, assim como estupros e tantos crimes de intolerância. Fazemos parte desta triste realidade, somos parte também de uma cultura que nega a brutalidade e o horror de nossa sociedade desigual", afirma.

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A student of letters was murdered on campus at UFRJ (Federal University of Rio de Janeiro), on Fundão Island, in the north of the state capital. Diego Vieira Machado, 29, was gay, black and lived in university housing.

The student's body was found in Guanabara Bay and had signs of beating and was without pants, evidence that the crime could have been motivated by homophobia. "They try to kill something that never dies: homosexuality," said the federal deputy for Rio Jean Wyllys (PSOL-RJ).

For him, the case highlights the growth of far-right groups in Brazilian universities. "Not coincidentally appeared on Facebook pages entitled Free USP and UFRJ Free", he says.

One of these pages mentioned by Wyllys issued a statement of regret on the case of Diego. In it, administrators claim that political movements are "capitalizing on the death of the boy and using it to raise their political banners even before the facts being investigated".

According to the victim's brother, Maycon Machcado, he was afraid to continue living in university housing for being gay. "He was not afraid to give their opinions. Batia front, he argued. He suffered bullying from childhood for being gay, having great hair, have a different style," he said. "But now the violence seemed real and he called my aunt to ask for money and power out of the housing."

UFRJ students and teachers report that episodes of homophobia are common at the university. In the bathroom of the Communications School at the campus of Red Beach on the south side, a mural was made with the inscription "Death to gays UFRJ". In another bathroom in the Technical Center of Engineering, in Fundão, it was written "Just fag (sic) this p ...".

Complaint
"The Penal Code does not recognize homophobic motivated crimes like this as an aggravating penalties. But these crimes exist and people need to go to the police," advises Jean Wyllys.

The deputy believes that the academic community needs to unite to "keep the flame of cultural diversity in universities." "Universities have always been space for expression of diversity, whether sexual, ethnic, even after quotas. We need to preserve it and maintain these public policies of inclusion of minorities in college."

In a statement, the rectory of the UFRJ Faculty of Arts said the university have lived with the rapid increase in violent acts, either on campus or in public transport.

"We know that the city lives with alarming rates of assaults and murders, and rapes and so many crimes of intolerance. We are part of this sad reality, we are also part of a culture that denies the brutality and horror of our unequal society," he says.